Segurança é a segunda maior preocupação dos brasileiros

Segurança é a segunda maior preocupação dos brasileiros

Levantamento do Datafolha mostra que só a saúde está à frente

O Brasil viveu, nos últimos meses, grandes debates para a escolha dos novos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República. E, para entender o que a população do país espera dos próximos governantes, o Datafolha, um dos principais institutos de pesquisa do Brasil, foi às ruas para saber quais as maiores preocupações dos brasileiros. A segurança está atrás apenas da saúde, segundo o levantamento.

Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros veem a saúde como o problema que mais os aflige. A segurança vem logo a seguir, sendo apontada por 25% dos entrevistados. Em terceiro está o desemprego, que foi destacado por 12% das pessoas ouvidas. O levantamento, realizado no início do mês de junho, ouviu 2.126 pessoas em 134 municípios de todo o país.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, a segurança é apontada como a maior preocupação por 28% das pessoas entrevistadas. No Sul e no Sudeste, essa taxa é de 25%. No Nordeste, 23%. O Datafolha revelou, ainda, que as pessoas que compõem as classes sociais A e B são as que mais se sentem ameaçadas.

Os números da pesquisa foram sentidos nas campanhas eleitorais, que trataram saúde e segurança como pontos-chave para a conquista dos votos dos brasileiros. Para o consultor de segurança Oduvaldo Carvalho Junior, que há mais de trinta anos atua na área, o resultado do levantamento feito pelo Datafolha não surpreende.

“A saúde realmente está em primeiro lugar, mas em alguns casos a segurança é que deveria estar, pois ela foi banalizada. A gente vê absurdos acontecendo a cada instante e ninguém faz nada. Infelizmente, a segurança pública está perto do caos”, avalia.

Soluções de segurança particular

Para Oduvaldo, a forma como as pessoas buscam ferramentas próprias para se sentirem mais seguras é uma amostra clara do problema no país. O ideal, segundo o consultor, seria que essas ferramentas não fossem necessárias. Entretanto, hoje, elas são essenciais.

“As pessoas que podem buscam determinadas saídas para melhorar a própria situação em relação à segurança. Infelizmente, vivemos uma defasagem de ferramentas públicas de segurança e as soluções particulares têm resolvido vários problemas, se mostrando como uma boa resposta. O objetivo, sempre, deve ser melhorar a segurança como um todo” conclui.